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02 de Dezembro, 2019

Advento é tempo propício para acolher a vinda de Jesus, diz Papa

Francisco dedicou a reflexão do Angelus deste domingo, 01, ao tema da "espera vigilante" durante o Advento

O Papa Francisco realizou neste domingo, 01, sua tradicional reflexão que precede a oração mariana do Angelus. Ele falou aos milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro para o início do Advento e do novo Ano Litúrgico.

“A liturgia nos conduz a celebrar o Natal de Jesus, enquanto nos lembra que Ele vem todos os dias na nossa vida e retornará gloriosamente no final dos tempos. Esta certeza nos induz a olhar com confiança para o futuro”, exortou.

Convidando a seguir o profeta Isaias, que acompanha liturgicamente os católicos durante todo o caminho do Advento com “uma estupenda teologia da história”, Francisco afirmou que todos são chamados a ter essa visão de fé e de esperança no percurso diário da vida, assumindo inclusive “uma atitude de peregrinação, de caminho rumo a Cristo, sentido e fim de história”.

Ele observou que muitas pessoas têm “fome e sede de justiça” e só podem encontrá-la “percorrendo as vias do Senhor”. “Se cada um buscasse, com a guia do Senhor, o caminho do bem, então no mundo existiria mais harmonia e concórdia. O Advento é o tempo propício para acolher a vinda de Jesus, que vem como mensageiro de paz para nos indicar as vias de Deus”, destacou.

Recordando que no Evangelho do 1º Domingo do Advento a exortação também é um convite para estar pronto e vigilante para a vinda de Jesus, o Pontífice explicou que “vigiar não significa ter materialmente os olhos abertos, mas sim o coração livre e voltado para a direção justa, isto é, disposto à doação e ao serviço”.

“O sono do qual devemos nos despertar é constituído pela indiferença, pela vaidade, pela incapacidade de instaurar relações genuinamente humanas, de cuidar do irmão sozinho, abandonado ou doente. A espera de Jesus que vem, portanto, deve se traduzir num compromisso de vigilância. Trata-se, antes de tudo, de maravilhar-se diante da ação de Deus, das suas surpresas e de dar a Ele a primazia”, acrescentou.

“Vigilância significa também, concretamente, estar atentos ao nosso próximo em dificuldade, deixar-se interpelar pelas suas necessidades, sem esperar que ele ou ela nos peçam ajuda, mas aprender a prevenir, a antecipar, como faz sempre Deus conosco”, concluiu o Papa Francisco.


Fonte: Amex, com Vatican News


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