Notícia

18 de Novembro, 2019

Angelus: somos chamados a deter a força do mal

Ao meditar o Evangelho no Angelus deste último domingo, 17, o Papa Francisco instruiu a responder ao ódio com o amor e à ofensa, com o perdão

O Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do penúltimo domingo do ano litúrgico, na versão proposta por São Lucas, para milhares de fiéis e peregrinos que compareceram sob chuva na Praça São Pedro neste domingo, 17.

Meditando o Evangelho, o Papa pontuou que, diante do templo de Jerusalém, Jesus profetiza que não ficará “pedra sobre pedra, tudo será destruído”.  “A destruição do templo predita por Jesus não é tanto uma figura do fim da história como do final da história”, disse o Papa.

O Pontífice explicou ainda que Jesus usa duas imagens aparentemente contrastantes: “a primeira é uma série de eventos assustadores: catástrofes, guerras, carestias, tumultos e perseguições” com traumas que “ferem a criação, a nossa casa comum, e também a família humana que nela vive, e a própria comunidade cristã”. Enquanto que a segunda, está contida na certeza de Jesus que “nos diz sobre o comportamento que o cristão deve tomar ao viver esta história, caracterizada pela violência e pela adversidade”.

Esperança

Francisco afirmou que é a atitude de esperança em Deus que torna possível não se deixar dominar pelos eventos trágicos. Na ocasião, o Pontífice explicou que os discípulos de Cristo não podem permanecer escravos de medos e angústias, pelo contrário, são chamados a viver a história e deter a força destruidora do mal, com a certeza de que a tranquilizadora ternura do Senhor está sempre a acompanhar a sua ação do bem. “Tudo o que ocorre é conservado n’Ele; a nossa vida não pode ser perdida porque está em suas mãos”, recordou o Santo Padre.

Agir com o Senhor

O Pontífice declarou que o Senhor chama a todos para colaborar na construção da história, para que, junto com Ele, todos possam se tornarem agendas de paz e testemunhas de esperança em um futuro de salvação e ressurreição. Segundo Francisco, a fé faz caminhar com Jesus pelos caminhos deste mundo, onde o Espírito dobrará as forças do mal, submetendo-as ao poder do amor de Deus. “Os mártires cristãos do nosso tempo, apesar das perseguições, são homens e mulheres de paz. Eles nos entregam uma herança a ser conservada e imitada: o Evangelho do amor e da misericórdia”, disse Francisco.

O Papa declarou que este Evangelho de amor e misericórdia é precioso e eficaz. “É o tesouro mais precioso que nos foi dado e o testemunho mais eficaz que podemos dar aos nossos contemporâneos, respondendo ao ódio com o amor, à ofensa com o perdão”, explicou.


Fonte: Amex, com Vatican News


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