Notícia

02 de Março, 2020

Com o diabo não se dialoga jamais, diz Papa

O Papa Francisco refletiu o Santo Evangelho deste Domingo, 1, na alocução que precedeu o Angelus, dando início ao período quaresmal.

Na alocução que precedeu o Angelus deste domingo, 1, o Papa Francisco lembrou a todos neste início de Quaresma o caminho percorrido por Jesus no deserto, onde ele enfrenta as tentações do maligno. Segundo a explicação de Francisco, o diabo primeiro sugere a Jesus, que tem fome, que transforme as pedras em pão. Mas, a resposta é clara: “Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4,4) Então, o diabo pede a Jesus para experimentar a confiança em Deus, de se atirar do ponto mais alto do templo, porque ele seria socorrido pelos anjos.

O Pontífice prosseguiu, “quem crê, sabe que não se coloca à prova Deus, mas confia na sua bondade”, por isso, Jesus respondeu ao diabo com essas palavras: “Não porás à prova o Senhor teu Deus!” (Mt 4,7)

Na terceira tentação, continuou o Papa, o maligno ofereceu “uma perspectiva de messianismo político”. Mas, Jesus rejeita a idolatria do poder e da glória humana e, no final, expulsou o seu tentador, dizendo: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto.” (Mt 4,10)

Quanto mais longe de Deus, mais indefesos nos sentimos...

Francisco explicou que Jesus não dialoga com o diabo, mas responde ao maligno com a Palavra de Deus. “Nunca se deve dialogar com o diabo”, diz o Papa. De acordo com o Santo Padre, é preciso ter muito cuidado, pois a experiência de Jesus deve ajudar a estar vigilante, a não se submeter a nenhum ídolo.

Trazendo a perspectiva aos dias atuais, o Papa Francisco fala sobre a tentação do maligno. “Também hoje Satanás irrompe na vida das pessoas para tentá-las com suas propostas atraentes; ele mistura a sua às muitas vozes que tentam domar a consciência. De muitos lugares chegam mensagens convidando as pessoas a "deixarem-se tentar" para experimentar a embriaguez da transgressão. A experiência de Jesus ensina-nos que a tentação é a tentativa de percorrer caminhos alternativos aos de Deus, que nos dão a sensação de autossuficiência, de gozo da vida como um fim em si mesmo. Mas tudo isso é ilusório: logo percebemos que quanto mais nos afastamos de Deus, mais nos sentimos indefesos e inermes diante dos grandes problemas da existência”.

Concluindo, Francisco pede à Virgem Maria ajuda na vigilância neste tempo quaresmal. "Que a Virgem Maria, a Mãe d’Aquele que esmagou a cabeça da serpente, nos ajude neste tempo de Quaresma a estar vigilantes diante das tentações, a não nos submetermos a nenhum ídolo deste mundo, a seguir Jesus na luta contra o mal; e conseguiremos também nós ser vencedores como Ele".


Fonte: Amex, com Vatican News


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