Notícia

10 de Agosto, 2020

"Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona", diz Papa

"Nos abandonarmos com confiança em Deus", este foi o convite feito pelo Papa Francisco neste Domingo, 9, na Praça São Pedro.

Neste Domingo, 9 de agosto, o Papa Francisco recordou a passagem do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 14,22-33), onde caminhando sobre as águas, Pedro vai até o encontro do Senhor. Diretamente da Praça São Pedro, o Pontífice fez um convite aos fiéis presentes no local: “procurar nos abandonarmos com confiança em Deus em cada momento da nossa vida, especialmente na hora da provação e da perturbação”.

Em sua reflexão, Francisco disse que a barca à mercê da tempestade representa a imagem da Igreja que, em todas as épocas, encontra ventos contrários, às vezes com provas muito duras. “Pensemos a certas perseguições longas e ferozes do século passado e, também hoje, em algumas partes”, disse o Papa. De acordo com o Santo Padre, nesses tempos, pode existir a tentação de pensar que Deus o abandonou. Mas, na realidade, são precisamente nesses momentos que resplandece ainda mais o testemunho da fé, do amor e da esperança. “É a presença de Cristo Ressuscitado na sua Igreja que dá a graça de testemunhar até o martírio, do qual brotam novos cristãos e frutos de reconciliação e paz para o mundo inteiro”, falou o Papa.

Como clamou Pedro no Evangelho: “Senhor, salva-me!” - “É uma bela oração”, disse Francisco.

Jesus estende a sua mão

O Pontífice reforçou que, assim como Pedro, que teve medo de afundar, podemos às vezes ficar assustados e abalados pelo medo, mas “Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona; a mão forte e fiel do Pai, que sempre e só quer o nosso bem”, disse.

Francisco explicou o significado da fé e revelou que a fé de todos nós é pobre. “Ter fé significa, em meio à tempestade, manter o próprio coração voltado para Deus, para o seu amor, para a sua ternura de Pai. Jesus queria ensinar isso a Pedro e aos discípulos, e também a nós hoje. Nos momentos de trevas, nos momentos de tristeza, Ele sabe bem que a nossa fé é pobre – todos nós, né!, somos pessoas de pouca fé: todos nós, também eu, todos – e pobre é a fé e que o nosso caminho pode ser perturbado, bloqueado por forças adversas. Mas Ele é o Ressuscitado, não esqueçamos disso: Ele é o Senhor que passou pela morte para nos levar para um lugar seguro. Mesmo antes de O começarmos a procurar, Ele está presente ao nosso lado. E, nos reerguendo das nossas quedas, nos faz crescer na fé”, disse.


Fonte: Amex, com Vatican News


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