Notícia

10 de Fevereiro, 2020

Papa: a Igreja deve ser fiel à sua missão de evangelização e serviço

Jesus convida a não ter medo de viver no mundo, mesmo que nele por vezes existam condições de conflito e pecado.

O Papa Francisco se dirigiu aos milhares de peregrinos e turistas reunidos na Praça São Pedro para o Angelus dominical neste dia 9, refletindo sobre o Evangelho de Mateus, proposto pela liturgia do dia, explicando o significado de “sal e luz”.

De acordo com o Pontífice, “Ser sal da Terra e Luz do mundo”: uma linguagem simbólica, usada por Jesus para indicar àqueles que pretendem segui-lo, alguns critérios para viver a presença e o testemunho no mundo.

Ser sal

Francisco observou que o sal é o elemento que dá sabor e que conserva e preserva os alimentos da corrupção, motivo pelo qual o discípulo é chamado a manter afastados da sociedade os perigos, os germes corrosivos que poluem a vida das pessoas, em sua opinião. “Trata-se de resistir à degradação moral, ao pecado, testemunhando os valores da honestidade e da fraternidade, sem ceder às tentações mundanas do carreirismo, do poder e da riqueza”, disse o Papa.

Explicando o que é ser sal, o Pontífice enfatizou o quanto é necessário hoje o testemunho de fidelidade aos ensinamentos de Jesus. “É ‘sal’ o ‘discípulo’ que, apesar dos fracassos cotidianos, reergue-se do pó dos próprios erros, recomeçando com coragem e paciência, a cada dia, a buscar o diálogo e o encontro com os outros. É "sal" o discípulo que não busca o consenso e o aplauso, mas se esforça para ser uma presença humilde e construtiva, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus, que veio ao mundo não para ser servido, mas para servir. E há tanta necessidade desse comportamento”, disse.

Ser luz

Continuando o esclarecimento, o Papa explicou, então, o significado de ser luz em sua concepção. “A luz dissipa a escuridão e permite ver. Jesus é a luz que dissipou as trevas, mas elas ainda permanecem no mundo e nas pessoas. Neste sentido, é tarefa do cristão dissipá-las, fazendo resplandecer a luz de Cristo e anunciando seu Evangelho.  E, essa ‘irradiação’, deve brotar sobretudo de nossas boas obras”, expressou.

Falando ainda sobre ser luz no mundo, Francisco exprimiu sua visão sobre atitudes que nos tornam luz do mundo. “Um discípulo e uma comunidade cristã são luz no mundo quando direcionam os outros para Deus, ajudando cada um a fazer a experiência da sua bondade e da sua misericórdia”.

O discípulo de Jesus é luz quando sabe viver a própria fé fora de espaços restritos, quando contribui para eliminar os preconceitos, a eliminar as calúnias e a deixar entrar a luz da verdade nas situações deterioradas pela hipocrisia e pela mentira. Iluminar. Mas não é a minha luz, é a luz de Jesus. Nós somos instrumentos para que a luz de Jesus chegue a todos.

 

Igreja não pode fechar-se em si mesma

Diante dos conflitos e pecados existentes no mundo, o Santo Padre recordou que Jesus nos convida a não temer. De fato, na Última Ceia, Ele não pediu ao Pai para que tirasse os discípulos do mundo, mas que os protegesse do espírito do mundo.

Francisco enfatizou sobre a Igreja não poder fechar-se em si mesma. “Diante da violência, da injustiça, da opressão, o cristão não pode fechar-se em si mesmo ou esconder-se na segurança do próprio recinto. Também a Igreja não pode fechar-se em si mesma, não pode abandonar sua missão de evangelização e de serviço”.

A Igreja se dedica com generosidade e ternura aos pequenos e aos pobres: este não é o espírito do mundo, esta é a sua luz, é o sal. A Igreja escuta o clamor dos últimos e dos excluídos, porque tem consciência de ser uma comunidade peregrina chamada a prolongar a presença salvífica de Jesus Cristo na história.

O Papa concluiu, pedindo a Virgem Santa o auxílio “a ser sal e luz em meio às pessoas, levando a todos, com a vida e a palavra, a Boa Nova do amor de Deus”.


Fonte: Amex, com Vatican News


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