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15 de Março, 2021

Papa diz: a prática do bem sempre vem à luz

"Nesta Quaresma somos chamados a aproximarmo-nos da "luz" para fazer boas obras". São palavras do Papa Francisco no Angelus deste 4º Domingo da Quaresma, 14.

Na oração mariana do Angelus deste 4º Domingo de Quaresma (14/03), o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia que nos diz que Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu único Filho. Por essa razão é o domingo “Laetare”, ou seja, "Alegrai-vos". O dom de Deus é para que “todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". O Papa explicou que “esta alegre mensagem está no coração da fé cristã: o amor de Deus encontrou seu ápice ao doar o Filho à humanidade fraca e pecadora”.

“Jesus coloca em crise esta expectativa ao se apresentar sob três aspectos: o do Filho do homem exaltado na cruz; o do Filho de Deus enviado ao mundo para a salvação; e o da luz que distingue os que seguem a verdade dos que seguem a mentira”, continuou Francisco.

Filho do homem exaltado na cruz

O Papa explicou que “Jesus se apresenta antes de tudo como o Filho do Homem”. Citando o Evangelho, Francisco disse que o texto de João (3, 14-21) alude à história da serpente de bronze que, pela vontade de Deus, foi criada por Moisés no deserto quando o povo foi atacado por serpentes venenosas; quem foi mordido e olhou para a serpente de bronze foi curado. Da mesma forma, Jesus foi levantado na cruz e os que acreditam n’Ele foram curados do pecado e vivem.

Filho de Deus enviado ao mundo

Francisco sublinhou que o Filho de Deus é enviado ao mundo para a salvação de todos. “Deus Pai ama os homens ao ponto de ‘dar’ o seu Filho: ele o deu na Encarnação e o deu ao entregá-lo à morte. O objetivo do dom de Deus é a vida eterna dos homens: de fato, Deus envia seu Filho ao mundo não para condená-lo, mas para que o mundo possa ser salvo por meio de Jesus. A missão de Jesus é uma missão de salvação para todos”.

Jesus se dá o nome de “luz”

Ao explicar um terceiro aspecto, o Pontífice afirmou que a vinda de Jesus provoca uma escolha. “A vinda de Jesus ao mundo provoca uma escolha: quem escolhe as trevas enfrentará um julgamento de condenação, quem escolhe a luz terá um julgamento de salvação”.

“O julgamento é a consequência da livre escolha de cada um: quem pratica o mal procura as trevas, quem faz a verdade, ou seja, pratica o bem, vem à luz.”

O Santo Padre afirmou que, nesta Quaresma, somos chamados a fazer isso, ou seja, “aproximarmo-nos da luz para fazer boas obras”. “Acolher a luz em nossa consciência, para abrir os nossos corações ao infinito amor de Deus, à sua misericórdia cheia de ternura e de bondade. Desta forma, encontraremos a verdadeira alegria e poderemos nos alegrar com o perdão de Deus que regenera e dá vida”.


Fonte: Amex, com Vatican News


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