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15 de Junho, 2020

Papa no Angelus: Eucaristia implica união a Cristo e ao próximo

Em sua alocução dominical, o Papa Francisco falou sobre os dois efeitos da Celebração Eucarística, após celebrar a missa de Corpus Christi neste domingo, 14.

Após celebrar a Missa de Corpus Christi neste domingo, 14, o Papa Francisco rezou da janela de seu escritório a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

Em sua alocução, falou de dois efeitos da celebração eucarística: o efeito místico e o efeito comunitário.


Sem a nossa transformação, missas são ritos vazios

Esclarecendo os efeitos citados em sua alocução, Francisco iniciou sua explicação pelo efeito místico. Segundo ele, o efeito místico ou espiritual diz respeito à união com Cristo, que no pão e no vinho se oferece para a salvação de todos. “Jesus está presente no sacramento da Eucaristia para ser o nosso nutrimento, para ser assimilado e se tornar força renovadora", disse o Pontífice.

Ainda tratando-se do efeito místico, o Santo Padre advertiu na ocasião que oferecer-se para salvação de todos no pão e no vinho requer o consenso e disponibilidade para que possa se deixar ser transformado. Segundo Francisco, do contrário, as celebrações eucarísticas se reduzem a ritos vazios e formais. “Muitos vão à missa como ato social, mas o mistério é outra coisa: "é Jesus presente, que vem para nos nutrir".

 Sincera fraternidade

O Papa explicou que segundo efeito, por sua vez, é comunitário, ou seja, da comunhão recíproca entre os que participam da Eucaristia, a ponto de se tornar um só corpo. “Não se pode participar da Eucaristia sem se comprometer numa sincera fraternidade recíproca”, declarou Francisco.

De acordo com o Papa, sabendo que as forças humanas não são suficientes, pois entre os discípulos haverá sempre a tentação da rivalidade, o Senhor deixou o Sacramento da sua Presença real, concreta e permanente.

Para Francisco, este é o dúplice fruto da Eucaristia: a união com Cristo e a comunhão entre os que se nutrem Dele. Citando a Constituição conciliar Lumen gentium, o Santo Padre recordou que a Igreja faz a Eucaristia, mas é mais fundamental que a Eucaristia faz a Igreja e lhe permite ser a sua missão antes mesmo de realizá-la. “Este é o mistério da Eucaristia: receber Jesus para que nos transforme interiormente, para que faça a unidade entre nós, não a divisão”, disse.

Finalizando a alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco finalizou pedindo, como é de costume, a intercessão de Nossa Senhora. “Que Nossa Senhora nos ajude a acolher sempre com estupor e gratidão o grande dom que Jesus nos fez deixando-nos o Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue”, declarou.


Fonte: Amex, com Vatican News


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