Notícia

07 de Outubro, 2019

Papa pede orações pelo Sínodo Amazônico

Papa Francisco cita passagem evangélica dos "Servos inúteis" em sua oração mariana do Angelus na Praça São Pedro e convida a todos para uma reflexão sobre a missão da Igreja na Amazônia.

No Angelus, ao meio-dia deste domingo (06/10), o Papa Francisco convidou os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana a acompanhar com as orações a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, aberta pouco antes na Missa celebrada na Basílica de São Pedro.

Convidando a todos para uma reflexão sobre a missão da Igreja na Amazônia, o Papa fez um pedido especial. “Durante três semanas os Padres sinodais, reunidos em torno do Sucessor de Pedro, refletirão sobre a missão da Igreja na Amazônia, sobre a evangelização e sobre a promoção de uma ecologia integral. Peço a vocês que acompanhem com a oração este importante evento eclesial, a fim de que seja vivido na comunhão fraterna e na docilidade ao Espírito Santo, que sempre mostra os caminhos para o testemunho do Evangelho”, disse o Pontífice.

Na alocução que precedeu a oração mariana, Francisco ateve-se ao Evangelho deste 27º Domingo do Tempo Comum (Lc 17,5-10), cuja página evangélica apresenta o tema da fé: “Aumentai a nossa fé!”. “Uma bonita oração que devemos fazer muito durante o dia. Senhor, aumentai a minha fé!”, orientou o Santo Padre.

Fé que não é soberba e segura de si

Jesus responde a esse pedido dos apóstolos com as seguintes palavras: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘arranca-te e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. “A fé comparável a um grão de mostarda é uma fé que não é soberba e segura de si, não finge ser um grande crente e muitas vezes acaba fazendo bobagem, não!”, observou o Pontífice. “É uma fé que na sua humildade sente uma grande necessidade de Deus e na sua pequenez se abandona a Ele com plena confiança”, completou o Papa.

 Ainda falando sobre fé, Francisco declarou que é a partir da fé que temos força para olhar com esperança e aceitar os sofrimentos da vida. “É a fé que nos dá a capacidade de olhar com esperança as vicissitudes alternas da vida, que nos ajuda a aceitar também as derrotas, os sofrimentos, conscientes de que o mal jamais terá a última palavra”, disse.

A medida da fé: o serviço

Indagando o entendimento da nossa fé, o Papa perguntou como podemos entender se temos realmente fé, ou seja, se a nossa fé, mesmo minúscula é genuína, pura, sincera. “Jesus nos explica indicando qual é a medida da fé: o serviço. E o faz com uma parábola que no primeiro impacto resulta de certo modo desconcertante, porque apresenta a figura de um proprietário prepotente e indiferente. Mas propriamente esse modo de fazer do proprietário ressalta aquilo que é o verdadeiro centro da parábola, ou seja, a atitude de disponibilidade do servo. Jesus quer dizer que assim é o homem de fé diante de Deus: coloca-se completamente à sua vontade, sem cálculos ou pretensões”.

 Servos inúteis, humildade que faz muito bem à Igreja

Francisco destacou o que Jesus ensina, nesta passagem evangélica, que somos servos inúteis, fizemos apenas o que devíamos fazer. “Somos servos inúteis’ é uma expressão de humildade, disponibilidade que faz muito bem à Igreja e evoca a atitude justa para trabalhar nela: o serviço humilde, do qual Jesus deu exemplo, lavando os pés dos discípulos”, ensinou o Santo Padre. “Servos inúteis, isto é, sem pretensões de ser agradecidos, sem reivindicações”, completou.

Voltando seu olhar para a Virgem Mãe na vigília da festa de Nossa Senhora do Rosário, o Pontífice pediu à “mulher de fé”, como chamou a Virgem Maria, que nos ajude a seguir neste caminho.


Fonte: Amex, com Vatican News


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